Filme: Hannah Arendt – Ideias que chocaram o mundo (2013) – Resenha

Este filme está baseado no julgamento de Adolf Eichmann, ex-chefe nazi, que teve um enorme impacto na vida de Hannah Arendt. Ela era uma mulher alemã, judia, que depois de ser capturada e enviada para um campo de concentração na França, terminou fugindo e exilando-se nos Estados Unidos, morando com o seu marido, Heinrich Blucher, em New York. Arendt, estudou filosofia, e teologia protestante. Seus estudos e pesquisas estão mais relacionados com a política, mas também tem ensaios relacionados com a educação e filosofia.

O dilema dela era usam uma língua estrangeira como ferramenta quando expressava seus pensamentos ao momento de escrever. Ela, como judia, que sofreu por causa do regime Nazi, tentou-se posicionar desde um ponto imparcial, para assim, não deixar que seus sentimentos pessoais interferissem com o momento histórico do julgamento do Eichmann.

A personalidade de Hannah Arendt era muito forte, mistura entre arrogância e vulnerabilidade e, no filme, é representada pela atriz Barbara Sukowa, que consegue fazer-nos perceber a individualidade de Arendt, e como suas ideias começam a mudar o ponto de vista do observador.

Desde o início do filme, se vê uma mulher que após ler no jornal sobre o julgamento, se questiona sobre o fato de que ele ia ser julgado no meio de um povo judaico. Isso denota o sentimento de uma empatia esquisita onde o seu lado de justiça se contrapõe com o pensamento que se poderia considerar como “normal” de querer que ele (o Eichmann) seja tratado da maneira mais injusta possível para que ele pague pelos seus atos como nazi.

O New Yorker, revista reconhecida nos Estados Unidos, é a encarregada de cobrir o julgamento, e aceita que Hannah Arendt esteja em representação deles em Jerusalém, e assim é ela quem escreve o artigo na revista.

Quando inicia o julgamento, se expõe o que Vanessa Almeida descreve em seu artigo “A distinção entre conhecer e pensar em Hannah Arendt e sua relevância para a educação”[1] no qual cita que a ausência de pensamento, não tem nada a ver com a estupidez ou ignorância do sujeito. Dessa forma Eichmann disse que todo o que ele fez, foram instruções que ele recebeu, e devido ao seu juramento como policial da SS, e teve que fazer o que fez (transportar os judeus para sua eliminação), e que ele somente estava cumprindo ordens. Segundo ele, ele não matou ninguém.

O filme não demonstra o que realmente foi escrito no artigo da autora, mas ele mostra o desacerto, o desgosto, da maioria das pessoas quem leram o artigo, especialmente a comunidade judaica. Arendt teve que defender seus motivos porque a maioria das pessoas pensaram que ela estava “defendendo” Eichmann, mas ela disse: “Tentar entender não é o mesmo que perdoar” (Trotta, 2013)[2]

Ele não estava pensando, ele estava fazendo o que ele deveria fazer por causa do juramento que ele fez. A inabilidade de pensar não é uma imperfeição daqueles muitos a quem falta Inteligência, mas uma possibilidade sempre presente para todos – incluindo aí os cientistas, os eruditos e outros especialistas em tarefas de espírito. (ARENDT, 1995)[3]

            Eu fico refletindo nos acontecimentos atuais, onde muitas vezes ficamos pensando, procurando um motivo que justifique as ações malvadas, desumanas e cruéis das pessoas… será que todas essas ações são feitas pela falta de capacidade de pensar do ser humano? E que isso ajudaria em um futuro justificá-las?

            Mesmo se o Estado de Israel não tem pena de morte, pelo caso de Adolf Eichmann, se fez uma exceção, e ele foi morto por enforcamento no ano 1962.

BIBLIOGRAFIA


[1] ALMEIDA, V. (2010). A distinção entre conhecer e pensar em Hannah Arendt e sua relevância para a educação. Educação E Pesquisa36(3), 853-865. https://doi.org/10.1590/S1517-97022010000300014

[2] TROTTA, M. (2013). Hannah Arendt – Ideias que chocaram no mundo. https://www.youtube.com/watch?v=wwbH7HQ27gs&t=3s

[3] ARENDT, H. A condição humana. Tradução R. Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1983.

O sonho da pureza… No olhar do Zygmunt Bauman

Falar de uma sociedade pura nestes tempos não deveria ser necessário, pois isso é um tema do século passado. Ou pelo menos isso é o que uns poucos pensam. Realmente isso é uma utopia. Infelizmente podemos ver atos inumanos em cada lugar do mundo. “O sonho da pureza” pertence ao texto de Zygmunt Bauman intitulado “O mal-estar da pós-modernidade” e fala sobre os diferentes tipos de limpeza sugerida para tornar nossas sociedades mais “puras”.

Bauman faz o relato desde os primeiros anos da idade moderna, onde os homens e mulheres com diferenças físicas, ou mentais eram considerados como loucos, quem eram arrebanhados pelas autoridades da cidade dentro de um navio e jogados ao mar. A representação que isso traz hoje em dia, é o real significado da purificação que a água tem. Bauman disse:

“A intervenção humana decididamente não suja a natureza, e a torna imunda: ela insere na natureza a própria distinção entre pureza e imundície” (BAUMAN 2008).

O que Bauman quer dizer é que é o humano responsável por todas as classificações entre os puros e os imundos do mundo. Alias nos convida a nós questionar sobre o quem tem sido considerado como puro e o quem é o imundo, ou melhor, quem pode viver e quem deve morrer.

            Mas qual é o problema com a pureza? Segundo Bauman, o mundo da pureza é pequeno, não todos entram e é por isso que a sujeira deve ser limpada. Os impuros cruzaram a fronteira sem ter sido convidados, e sempre serão os hóspedes que não podem ser incorporados a qualquer esquema de pureza.

Falando dos venezuelanos que chegaram nos últimos anos ao Equador. Segundo Bauman poderiam ser considerados dentro dO grupo de “sujeira” pois chegaram sem ser convidados, em um intento de controla-eles, vivem em comunidades dentro de espaços determinados pelo governo equatoriano. A maioria deles dizem que quando a situação econômica, social e política do seu país se resolva, eles vão voltar a Venezuela. Eles não querem ser incorporados naquele esquema de “pureza”, nem estão interessados. Isso é algo que comove muito pois isso quer dizer que dentro do país eles não se sentem acolhidos.

Hannah Arendt disse que quando chegamos neste mundo, o mundo já é velho demais[1], pois é um mundo cheio de pré-conceitos, um mundo cheio de regras e modos que nos indicam como devemos pensar, agir, e até como julgar uma pessoa. Um mundo onde não se pensa mais, pois tudo já é obvio (fundo de conhecimentos à mão. ALFRED SCHUTZ). O que realmente preocupa à pureza não é limpar a sujeira, mas sim manter as coisas como estão, é por isso quando o novo chega, deve novamente nascer para saber como ele tem que manter essa pureza.

A forma de pensar sobre a sujeira, não se limita a temas de nacionalidade, pois também pode ser reconhecida nas classes sociais de cada país. Nesse caso, o sujo ou como Bauman disse, o “Novo Impuro” ou “consumidor falho”. Bauman disse:

Consumidores falhos – pessoas incapazes de responder aos atrativos do mercado consumidor porque lhes faltam os recursos requeridos, pessoas incapazes de ser indivíduos livres  

Temos que ter em conta que o mercado de consumidores está sendo atingido nestes momentos pela pandemia da Covid-19, e no mundo inteiro as pessoas estão se repensando sobre a questões que realmente são necessárias. Então, quem é verdadeiramente esse consumidor falho? Como poder reconhecer ele agora?

Mas tem coisas que não mudam, o conceito do purificador local, o vizinho convertido em polícia, pessoas que com o olhar podem julgar a outra pessoa só pelo fato de não estar cumprindo com o indicado nesta pandemia onde usar máscara, ou caminhar na rua com alguém mais está proibido. Ao mesmo tempo, por causa da Covid-19 aquilo que era considerado normal, já não é mais. As restrições são muitas, e mesmo se não se tem a polícia de perto, o vizinho pode acusar.

REFERENCIAS

Almeida, V. S. (2016). Natalidade e educação: reflexões sobre o milagre do novo na obra de Hannah Arendt. Pro-Posições, 24(2), 221-237. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642650

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998 (O sonho da pureza, p.13-26)


[1] Almeida, V. S. (2016). Natalidade e educação: reflexões sobre o milagre do novo na obra de Hannah Arendt. Pro-Posições24(2), 221-237. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642650

Lenguaje escrito: Una oportunidad para volver a casa.

            Por mucho tiempo pensé que el lenguaje era una forma de comunicación que se restringía a una sola forma; el habla. Llegué a esta deducción errada de que lenguaje viene de la palabra lengua, entonces, yo pensaba que la única manera de relacionarlo era así. ¡Qué equivocada estaba!, y ¡qué inmenso es el mundo que está abriendo ante mí!, pues el lenguaje está representado en todo; desde cuando hablamos, hasta como dice Gadamer[1], el momento en que un bebé recién nacido llorando reconoce a su padre y se calma mientras este le cambia los pañales (GADAMER 1999).

Com certeza esse é o enigma da linguagem, situações que existem, mas que nunca se vão entender, pois a linguagem sempre tinha estado em casa sem que nós saibamos que ela está ali. Eu gostaria então fechar um pouco o leque de significados sobre a linguagem, e focar-me na linguagem escrita, e que começa com o processo de pensar do indivíduo[2]

Cada época lee de modo diferente, y cada época escribe de un modo diferente, pero aprender a leer no es solo tener la capacidad de entender lo que el texto dice, o aprender a decodificar una idioma, o una idea, sino ser capaz de escuchar todo lo que se dice, lo que hay para decir, y tambien todo lo que falta por decir. La lectura es mucho mas. Leer es leer lo que no se ha dicho. (GADAMER 1999)

Para mim, nesse momento da minha vida o fato de poder decodificar uma língua, e especificamente a língua portuguesa representa um desafio enorme, pois a maioria dos textos que tenho lido na minha vida têm sido escritos em inglês ou espanhol, e pela primeira vez sou exposta de uma maneira tão violenta ao português. Y digo violenta, como algo positivo, porque agora estou conduzindo minha mente por uma trilha de novas formas de escrever e de pensar.

Entonces, ¿qué podemos hacer para intentar leer lo que no se ha dicho? ¿Qué caminos existen para poder entrar en este mundo de quien escribe y poder así decifrar lo escrito? Personalmente, y gracias a la tecnología que hoy se nos presenta, intento entrar en el mundo del autor, buscando entrevistas, conferencias, incluso busco en dónde se encontraba cuando escribió el texto, cómo era su mundo en esa época.

Quando penso nisso, lembro que limos “A distinção entre conhecer e pensar em Hannah Arendt e sua relevância para a educação” de Vanessa Sierver de Almeida[3]. Devo confessar que aquela leitura me causou muitas dificuldades para entender quem realmente era Hannah Arendt, e foi ali que comecei a pesquisar sua vida, e quais foram os acontecimentos que a marcaram.  Eu acredito que esses eventos fizeram de ela uma mulher extraordinária. Terminei descobrindo o deslocamento violento que ela teve com respeito ao seu país e qual é o lugar desde onde ela escreve. E se reflito, eu poderia até comparar em certo ponto esse deslocamento violento que eu estou tendo com o idioma.

Son precisamente estas lecturas, de estos autores como Larrosa, Gadamer y Arendt que me han hecho una invitación a escribir, y a escribir sin temerle a la crítica como dice Marina Garcés.[4] Lo que deseo es transformar mi forma de escribir haciendo que tenga un orden un poco fuera de lo normal, que provoque un desacomodo en el lector, siendo yo quien tiene el poder de decisión y dedicándome exclusivamente a desobedecer lo establecido. Permitir que los nuevos tomen la palabra implica ruptura de lo dicho, y solo esa ruptura, distancia y trasgresion, dejan escribir.

Tenho certeza que não estou criando nada novo, pois somente olhando para minhas inspirações posso encontrar Hannah Arendt e sua forma de escrever em inglês, sendo esta não sua língua materna, ela consegue escrever nesse idioma, e lograr se desenvolver no estrangeiro enfrentando diversos tipos de dificuldades tanto na escrita como na leitura dos textos.

Pero ¿qué es lo que hace que un escritor escriba bien o mal?, y no estoy hablando de escritura correcta gramaticalmente, sino en ¿qué es lo que hace que un escritor logre llegar al lector usando una lengua “no suya”? Pues la respuesta aún no la tengo del todo clara, pero pienso que la educación, el poder reflexionar sobre el concepto de natalidad de Hannah Arendt[5], y la comunicación intercultural nos pueden dar la respuesta.

Biesta disse: Educamos para transformar o que sabemos, não para transmitir o já sabido. Se alguma coisa nos anima a educar é a possibilidade de que esse ato de educação, essa experiência em gestos, nos permita liberar nos de certas verdades, de modo a dedicarmos de ser o que somos, para ser outra coisa para além do que vimos sendo.[6]

Explorar posibilidades del pensamiento, explorar posibilidades del lenguaje vivo, es un provilegio que se nos ha otorgado en este mundo. El lenguaje es humano desde sus comienzos, en otras palabras, la existencia de lo que conocemos en el mundo esta constituído lingüísticamente. El lenguaje constituye el modo primario y original de experimentar el mundo. (GADAMER 1999) Pues el sujeto solo puede asumir su individualidad porque hace su historia usando el lenguaje.

Quando falo de educação, não estou falando sobre algum tipo de treino outorgado ao ser humano, eu falo em termos de inserção e adaptação com foco no cultivo da pessoa humana, no cultivo da humanidade do indivíduo, o Bildung[7]mencionado por Biesta. Ao mesmo tempo é pertinente mencionar que quando falo sobre a chegada dos novos de Arendt, eu não vou falar de crianças, eu vou falar de adultos, e mais em específico sobre as mulheres que devem sair do seus países motivadas pela ideia de que suas vidas se tornaram de certo modo, melhor, mais completa, mais harmoniosa, mais perfeita e talvez mais humana, e assim terei a oportunidade de estudar o poder da linguagem sobre elas, e verificar se realmente existe tal poder.

Pensar es uma lucha diaria necesaria, que nos lleva a escribir, nos lleva a usar el lenguaje como verbo (lenguajear) ponerlo en acción, y crear realidades. Realidades que nos llevan inclusive a descubrir que nada es nuevo, que esto que vivimos ya alguna vez pasó, que nuestras intenciones de pensamientos ya fueron pensados en el pasado. Pero es en ese momento que debemos seguir con esta lucha de continuar pensando, solo de esa manera no dejaremos de ser humanos. Para mí el lenguaje siempre será mi manera de regresar a casa.

REFERÊNCIAS

GADAMER H. La educación es educarse. Barcelona:Paidós.2000

LARROSA J. Tremores. Escritos sobre experiência. Belo Horizonte: Autêntica.2015

ALMEIDA V. A distinção entre conhecer e pensar em Hannah Arendt e sua relevância para a educação. Educação E Pesquisa, 36(3), 853-865. 2010

GARCÉS M. ¿Qué podemos hacer? O sobre las intimidades de la crítica. Contintametienes, Madrid, pp. 393-408.2011

ALMEIDA V.S. Natalidade e educação: reflexões sobre o milagre do novo na obra de Hannah Arendt. Pro-Posições, 24(2), 221-237. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642650

BIESTA G. Para além da aprendizagem. Educação democrática para um futuro humano. Belo Horizonte: Autêntica.2013.


[1]GADAMER H. La educación es educarse.Barcelona:Paidós.2000

[2] LARROSA J. Tremores. Escritos sobre experiência. Belo Horizonte: Autêntica.2015

[3] ALMEIDA V. A distinção entre conhecer e pensar em Hannah Arendt e sua relevância para a educação. Educação E Pesquisa, 36(3), 853-865. 2010

[4] GARCÉS M. ¿Qué podemos hacer? O sobre las intimidades de la crítica. Contintametienes, Madrid, pp. 393-408.2011

[5] ALMEIDA V.S. Natalidade e educação: reflexões sobre o milagre do novo na obra de Hannah Arendt. Pro-Posições, 24(2), 221-237. Recuperado de https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8642650

[6] BIESTA G. Para além da aprendizagem. Educação democrática para um futuro humano. Belo Horizonte: Autêntica.2013.

[7] O Bildung representa um ideal educacional que surgiu na sociedade grega e que, por meio de sua adoção na cultura romana, no humanismo, no neo-humanismo e no Iluminismo, tornou-se uma das noções centrais educacional ocidental moderna. (KLAFKI, 1986)

… Menos mal

Menos mal somos humanos… menos mal pensamos, menos mal existimos

Nací en Guayaquil, mi padre es de Yaguachi, y mi madre es de Guayaquil también. Algunos de mis abuelos nacieron en la sierra, y la verdad es que nunca me he sentado a pensar en lo horrible que es ver a personas de un mismo país insultarse, denigrarse, faltarse el respeto de la manera en que he visto que lo hacen por redes sociales.

Sé que todo depende de la actitud y de cómo te tomes las palabras de los demás, ya me llamaron “mona bruta” algunas veces, ya llamé “longo apestoso” a un ex… pero es eso, si nos damos cuenta, todos en Ecuador tenemos un familiar costeño, o un amigo serrano, no vale la pena gastar energías insultarse unos a otros.

No entiendo porque sí quiera debemos de estar pensando sobre la actitud que tenemos que tomar cuando recibo un insulto en estos momentos, cuando lo que tenemos que hacer es pensar como uno solo, la humanidad está sufriendo.

Amigos de la sierra, como estudiante de cultura, desde el punto de vista antropológico pudiera darles miles de razones por qué los guayaquileños salimos a trabajar en medio de una crisis como esta, pudiera decirles por qué no nos cansamos de buscar mil maneras para escaparnos del orden y seguir trabajando, pero así mismo puedo decirte por qué nos llaman la capital económica del país.

Amigos guayaquileños, pero sobre todo, este es un mensaje a mi familia, a mis padres, por favor, quédense en casa, piensen que cuando todo esto acabe, podremos salir y poner el hombro para sacar al país adelante, si dejamos este mundo, no podremos hacerlo. El ejemplo de orden que nuestros hermanos de la sierra tienen es digno de aplaudir y replicar, y los números lo dicen.

Mientras más personas se quedan en casa, cumpliendo los lineamentos de salud, más personas se salvan.

Menos mal somos humanos… menos mal pensamos, menos mal existimos

Vamos que si podemos!!!

Un nuevo mundo abriéndose ante mis ojos

Por algunas horas he tratado de darle un nombre a lo que acabé de vivir hoy 28 de febrero 2020. Y no puedo permitirme no escribir sobre lo que viví.

Fue surreal, pues quedé tan emocionada al ver por primera vez una disertación de maestría de una mujer sorda. Jamás imaginé que yo podría ser testigo de algo así, y a través de este texto quiero felicitarla no solo por pararse ahí y mostrarnos su investigación, sino porque a través de ello, evidenció muchos de los problemas que se tienen siendo una mujer sorda y que para los demás nos es invisible.

Estoy entrando en el mundo de la educación, y como extranjera he tenido la oportunidad de observar desde lejos algunos de los avances y programas que Brasil tiene entorno a este tema. Solo para citar algunos programas brasileños tenemos, el programa de preparación de profesores indígenas (que en la región son inexistentes, o empíricos) o el programa de educación superior para estudiantes sordos (y esto implica también la preparación de profesores, y de intérpretes). Y con mucha preocupación he visto aquí, en Brasil, como muchas personas sienten que algunos de esos temas están estancados, no progresan, o simplemente desaparecen.

El sistema educativo en Brasil, aún con todas sus fallas, y sus deficiencias es un programa que dentro de la región es referencia y ejemplo a seguir. Las conquistas que se han conseguido, son conquistas únicas en latinoamerica. Y mi deseo es que cuando sientan que ya no pueden más, cuando se sientan desanimados porque la educación en Brasil no avanza, recuerden lo ya conquistado, y usen esto para seguir adelante y seguir intentanto mejorar la educación del país.

Como esta chica sorda, quien a través de su trabajo le está abriendo los ojos al mundo de la educación de inclusión, por ahora aquí en el sur de Brasil, pero con certeza ella llegará mucho más lejos tratando temas sobre las cosas que aún se pueden hacer para mejorar la situación educativa de los sordos.

Yo nunca voy a olvidar este día, continúo creyendo que estar aquí me abre los ojos a un nuevo mundo. Y hoy te felicito Karoline Kist por esta tu conquista!!.     

Karolina durante su exposición
Dra. Lodenir Karnopp haciendo comentarios sobre la presentación de Kaká. – se observan a los intérpretes con la traducción simultánea.

…y es que tengo unas ganas de hacerle una poesía al verde…

El único problema es que no soy buena para las rimas. Pero sería algo así…

Del cielo cayó un verde, mi marido lo cogió, lo hizo bolon con queso, y que rico le quedó!

Eso es lo más grande que pude encontrar!

Hablemos en serio!!

Muchos saben que los primeros días que llegamos a Santa Cruz (do sul) nos dedicamos a buscar los productos que para nosotros, para Carlos y para mí, eran indispensables.

Entre esos estuvo el verde. No lo encontrábamos, y buscábamos en internet, y por todos lados decía que en Brasil sí hay producción de verde. Buscamos y buscamos y en esta ciudad no lo encontramos,

Soy estudiante de la Universidad Santa Cruz do Sul, y ahí les preguntaba a los profesores, a los estudiantes y nada, nadie conocía el verde.

Cabe recalcar que para el Ecuatoriano, o mas bien, para el costeño, el verde es parte fundamental de su dieta, lo comemos en el desayuno, en el almuerzo, o en la merienda.

Simplemente no había, y pues ya después de 4 meses viviendo aquí, señores en Santa Cruz no hay verde. Sin embargo, en nuestro primer viaje a Porto Alegre, a 2 horas de aquí, visitamos el mercado público, y ENCONTRAMOS VERDE!! Yo era capaz de dejar la ropa botada, y meter en mi pequeña mochila todo el verde que entrase.

Un día mi profesora Mari, me pidió que hablase sobre algún aspecto cultural de Ecuador a estudiantes de inglés del centro de lenguas de la universidad, y de qué creen que hable??

Tanto fue la emoción con la que hablé que con la profe y los alumnos coordinamos para preparar bolones, pues uno de los objetivos al ser extranjera es poder llevar conmigo un poco de mi cultura y poderla compartir con personas que la aprecian, y estos chicos estaban fascinados con todo y todas las comidas que se puede hacer con el verde.

El día 8 de Octubre de este año, 2019, un día anterior a las fiestas de independencia de mi ciudad y que por cierto fue tambien un día crítico, por marchas y protestas en las calles, yo, desde este rinconcito del mundo pude dar mi granito de arena para poder celebrar a mi ciudad enseñando a hacer un plato típico Guayaquileño.

A estos chicos les dije lo importante y especial que era para mí poderles compartir un poquito de mi ciudad que en esos días estaban siendo tristes.

No soy chef, pero algo de comida sé hacer, así que les enseñé lo más y mejor que pude.

La verdad es que aún no sé como se dice chicharrón en portugués, lo puedo explicar, pero simplemente me gusta bastante el bolon con bacon, así que eso fue lo que utilizamos en lugar del chicharrón.

El resultado final fue bastante satisfactorio, aunque un poco apurado porque los chicos tenían clase, pero todos terminamos llenitos y felices.

También pude enseñarles a hacer patacones, y ellos me dijeron que ese fue el preferido.

Bueno para finalizar, quiero aprovechar la oportunidad que nos dio la UNISC, el cento de lenguas de la UNISC, mi profe, y por supuesto estos chicos con los que disfruté tanto, y nos reímos tanto, este momento quedó guardado en mi corazón para siempre.

Gracias!

AYYYY!!! ciertooo!! Las chicas hicieron brigadeiros!!! esas bolitas de chocolate con leche condensada que ven en la foto!!! ufff riquísimas!!! pronto les hablaré sobre los dulces y sobremesas que hay aqui!!

HOY DESDE LEJOS… Guayaquil

Las distancias se acortan cuando los corazones laten como uno solo.

Los terribles acontecimientos que pasan en mi país, oscurecen la celebración del primer grito de independencia de mi ciudad, Guayaquil.

Hoy desde lejos, veo a mi ciudad golpeada.

Hoy desde lejos, veo a mi gente en las calles lastimándose entre sí.

Hoy desde lejos, veo a padres angustiados, preguntándose si sus hijos llegaran sanos y salvos a sus hogares.

Hoy desde lejos, me preocupo por los míos que deben de salir a trabajar, atravesando la ciudad como si estuvieran en medio de un campo de guerra, esquivando a “los protestantes” y cierres de calles.

Hoy desde lejos, estoy pendiente de mi prima que tiene que esquivar a los de la moto con cuchillos para no ser herida.

Hoy desde lejos, me preocupa mi otra prima embarazada que para poder salir de su trabajo tuvo que inhalar gas pimienta.

Hoy desde lejos, me preocupa mi hermano que sus últimos días en Ecuador (porque estudia en el extranjero) tenga que despedirse dejando a nuestros padres en una ciudad convulsionada

Hoy desde lejos, me dueles… Guayaquil.

Pero Guayaquil nunca se ha dejado caer.

Los guayaquileños nunca nos hemos dejado vencer, somos gente trabajadora, gente que le mete ganas en cada uno de los trabajos en su día a día.

Hoy yo, Sandra Barzallo, aunque este lejos me levanto, y me preparo para dejar el nombre de mi ciudad, y de mi país en alto.

Mi tierrita caliente, hoy te saludo, y desde lejos celebro estos casi 200 años de independencia.

PORQUE CON GUAYAQUIL NADIE ABSOLUTAMENTE NADIE SE METE y menos a destruirla!

El comienzo de la Alegría (Oktoberfest 2019)

A tan poco tiempo que empiece la fiesta del Oktoberfest en Santa Cruz do Sul, necesito contarles sobre un evento del que he sido parte hace algunos días y simplemente me quedé impresionada.

El 1 de Septiembre del 2019 fue la elección de la Reina del Oktoberfest y sus Princesas realmente se dice que con esto es con lo que se arrancan las fiestas del oktober pero, ya lo sé, muchas personas me han de criticar porque las elecciones de reinas al menos en nuestra region esta centrada únicamente en la apariencia física y lo bonitas de sus caras.

La verdad es que yo fui por apoyar a una de las candidatas que justamente había conocido unos días antes del evento y me invitó, pero igual, fui con un poco de recelo, pues yo también pienso que las elecciones de reinas son cosas muy superficiales, pero es importante que recordemos que soy nueva en esta ciudad y una de las cosas que te ayudan a sentirte en casa es conocer y estar al día con los eventos de donde vives. Y compartir su cultura.

Mi sorpresa fue enorme, y voy a ser muy honesta, a mas de desfilar las candidatas eso fue una demostración cultural a otro nivel.

Para aclarar algunas dudas mias tuve que utilizar la página oficial del evento https://oktoberfestsantacruz.com.br ya que habían ciertas cosas que no entendía.

Bueno son 14 chicas, super lindas, pero tenían que llenar una serie de requisitos con respecto a la historia y cultura alemana que llegó a Santa Cruz do Sul. Algunas de ellas que presentaron su propia historia familiar para dar a conocer cuan cercanas están a la cultura que se vive en la ciudad, otra candidata cantó en alemán, y así

Candidatas para la elección de las soberanas de la 35ava Oktoberfest de Santa Cruz do Sul

Con respecto a sus desfiles, ellas nunca pero nunca se cambiaron de traje, nada de trajes de baño, ni mostrando espaldas, ni piernas, ni nada mas que el traje tradicional de “Fridas”. Bailaron Vals, y aparecieron otros artistas bailando y cantando. Una de las cosas más bonitas fue cuando aparecieron los personajes representativos de la ciudad Fritz, Frida con sus hijos.

Leyendo un poco sobre el proceso detrás del día de la elección, estas chicas pasan pruebas de videos y entrevistas individuales en donde lo único que tienen que probar es que son capaces de difundir el mensaje de alegría de la ciudad y de invitar a todo el mundo al Oktoberfest, también llamado fiesta de la alegría.

Finalmente la noche terminó, todos conocimos a las nuevas soberanas, y todo acabó siendo una experiencia super entretenida.

Princesa Graziela Schoeninger Reina Ana Paula Bohnen Princesa Jayne Inês Heck

CURIOSIDADES

En algunas ciudades de Ecuador se eliminó de raíz las elecciones de reinas lo cual en un principio lo aplaudí porque en verdad no traía nada de interesante al público extranjero, era lo mismo de siempre.

Pero qué tal si buscamos implementar algo parecido a lo que viví aquí? Mi ciudad, Guayaquil, tiene una historia colonial muy bonita que de repente pudiera ser utilizada como herramienta para atraer más turistas a la ciudad. Historias de pasillos, sombrillas y vestidos de la “guayaquileña de antaño” Qué opinan??

Love story — Las crónicas del Otro Mundo

Les comparto este relato… no lo escribí yo, sino que quiero que se rían un poco! Es como escuchar a mi tío Guido hablar!! jajajaja

–¿Qué ha dicho, qué? –Que el ascensor no funciona. –Sí, hombre. Como no hay hoteles en París, me has traído al que tiene el ascensor escacharrado. ¿Y qué dice ahora, qué? –No la interrumpas, que si no no me entero de lo que dice. –El que no se entera soy yo, que tú sí entiendes […]

Love story — Las crónicas del Otro Mundo

Creyéndome Sandra Bradshaw…

Talvez algunos de ustedes se pregunten, y que más haces por allá? Pues la vida aquí en Santa Cruz do Sul es bastante buena, hay muchas cosas que hacer en el día a día desde caminar por la ciudad, leer un libro (ya estoy leyendo libros en portugués), hasta tomarse un chimarrão.

Hoy es 13 de Septiembre 2019, y aún nuestras cosas de Ecuador no llegan. Entonces, podría decirse que seguimos en el proceso de mudanza, que vaina no?

Ahora les escribo desde un escritorio que compramos, yo creo que no les conté, pero nuestro departamento tiene una vista hacia La Catedral, que no hay como ponerla en palabras, es demasiado hermosa.

La verdad es que me siento un poco como Carrie Bradshaw ahora que tengo este lindo lugar para escribir. Sólo que no escribo sobre sexo, pero si hablo de esta ciudad y lo hermosa que es.

Siento que tengo un público muy crítico tanto de Ecuador que busca conocer Brasil a través de mis ojos, como un público brasileño al que les prometo que pronto escribiré en portugués, mientras tanto, practiquen un poco su español.

Ustedes creen en eso que dicen que si cuentas tus sueños no se cumplen?? Dicen que las personas envidiosas te empiezan a enviar energías negativas, a desear que te vaya mal, etc. Sin embargo yo sigo creyendo en la humanidad, y he tratado de rodearme con personas con vibras positivas. Mientras viví en Ecuador estuve por mucho tiempo buscando una maestría que me inspirara, cuando finalmente pensé que la había encontrado no logré inscribirme en ella, y yo soy de las que cree mucho en el destino, y que todas las cosas pasan por un motivo. Recuerdo que esa vez quedé muy afectada, pero bueno. Hoy estoy a las puertas de una inscripción para la cual me he venido preparando y espero poder conseguirlo, ya que daría un giro de 180 grados a lo que hasta ahora e venido haciendo. Así que deséenme mucha suerte, porque en unos días empiezo con la aplicación.

Finalmente les comento que estoy preparando un post con una invitada especial, y sé que les gustará mucho porque aquí en Santa Cruz do Sul ya se vive la fiesta del Oktober, una fiesta de mucha alegría, cerveza y diversión.