Linguagem escrita: Una oportunidad para regresar a casa

Por mucho tiempo pensé que el lenguaje era un medio de comunicación que se restringía a una sola forma; el habla, entonces, yo pensaba que esa era la única manera de relacionarlo. ¡Qué equivocada estaba! y ¡qué inmenso es el mundo ante mí!, pues el lenguaje está representado en todo; desde cuando hablamos, hasta como dice Gadamer, filósofo alemán, el momento en que un bebé recién nacido llorando reconoce a su padre y se calma mientras este le cambia los pañales.

Esse é o enigma da linguagem, com seus diversos significados. A linguagem sempre esteve “em casa”, mesmo que não saibamos que ela está ali, pois é inata. No entanto, pretendo estreitar o leque de reflexões sobre a linguagem e focar-me na linguagem escrita, que inicia, segundo Jorge Larrosa, professor de filosofia e doutor em pedagogia, com o processo de pensar do indivíduo.

Cada época lee y escribe de un modo diferente, pero aprender a leer no es solo tener la capacidad de entender el texto, decodificar un idioma, etc. sino ser capaz de escuchar todo lo que se dice, lo que hay para decir, y también todo lo que falta por decir. La lectura es mucho más.

Para mim, nesse momento, o fato de poder compreender uma língua, especificamente a língua portuguesa, representa um desafio enorme, pois a maioria dos textos que li ao longo da minha vida foram escritos em inglês ou espanhol, e pela primeira vez sou exposta de uma maneira “violenta” ao português. Digo violenta como algo positivo, porque agora estou conduzindo minha mente por uma trilha de novas formas de escrever e de pensar.  

Hace poco tiempo leí um artículo sobre Hannah Arendt, y debo confesar que tuve muchas dificultades para leerlo, y entender quien realmente era ella. Es por eso que investigué sobre su vida, y los eventos que la marcaron; como la persecución nazi, su vida dentro de un campo de concentración, la migración hacia los Estados Unidos y sobre todo su contribución literaria en el campo de la política y de la educación.

Atrevo-me a comparar, em certo ponto, esse deslocamento violento com a minha experiência com a língua portuguesa. Tenho certeza que não estou criando nada, pois minhas inspirações remetem às dela, inclusive sua forma de escrever em uma língua estrangeira, nesse caso, língua inglesa; e ainda, lograr êxito no estrangeiro, enfrentando diferenças culturais e dificuldades, tanto na escrita como na leitura.

Pero ¿qué es lo que hace que un escritor escriba bien o mal?, y no estoy hablando de escritura correcta gramaticalmente, sino, que logre llegar al lector usando una lengua “no suya”. Pues pienso que la educación y la comunicación intercultural pudieran ser el camino.

Quando falo em educação, não estou falando sobre algum tipo de treino outorgado ao ser humano, eu falo em termos de inserção e adaptação com foco no cultivo da humanidade do indivíduo. 

Pensar es una lucha diaria necesaria, que nos lleva a escribir, nos lleva a usar el lenguaje como verbo, ponerlo en acción, y crear realidades que nos llevan inclusive a descubrir que nada es nuevo, que nuestros pensamientos ya fueron pensados. Pero es en ese momento que debemos continuar pensando, solo de esa manera no dejaremos de ser humanos. Para mí, el lenguaje siempre será mi manera de regresar a casa. 

Publicado por zhanbarzallo

Ciudadana del mundo, que siempre será feliz de regresar a su país!

Un comentario en “Linguagem escrita: Una oportunidad para regresar a casa

  1. Narrativa para se autotransformar

    Quando li o título “Linguagem Escrita: Una oportunidad para regresar a casa”, me questionei o que a autora queria transmitir aos leitores. Fiquei impressionada com a criatividade e a habilidade de escrever em duas línguas simultaneamente. Então, pensei em bilinguismo. Isso! Esse seria o tópico! No entanto, a narrativa discorre pelo percurso de construção pessoal, como um processo de autoformação e transformação.
    Narrativas são utilizadas extensivamente para a comunicação humana; tanto a compreensão como a produção oral e escrita de narrações constituem parte fundamental da nossa experiência. Desse modo, nossa experiência é altamente influenciada pelo ato de compreender e produzir narrativas.
    A relação língua-cultura ressignifica a atividade de criação narrativa, vai além da escrita monolíngue tradicional, possibilitando uma prática menos atrelada às amarras e aos padrões com os quais lidamos corriqueiramente.
    Ao escrever sobre suas leituras, percepções, dificuldades e desafios, a autora vai construindo uma consciência do que se passa com ela. E, nesse processo de narrar, com as reflexões suscitadas, seu texto se torna um material precioso para ser analisado e compreendido.
    Toda língua é estrangeira, na medida em que provoca em nós estranhamentos, e toda língua é materna, na medida em que nela nos aninhamos, em que ela se faz lar, lugar de repouso e de aconchego.
    A autora terminou seu texto com um parágrafo em espanhol, demonstrando seu sentimento de voltar-se à “casa”, ou ainda, que a identidade é o alicerce maior. Seguramente, cada palavra dita tem muito mais significado para ela do que nossa compreensão visual e textual.
    Parabéns pelo texto, Sandra! E, seja bem-vinda ao Brasil, à SCS e ao mundo acadêmico. Sucesso!

    Marilane Maria Gregory
    Mestra em Estudos Linguísticos e Cognição
    Professora de Português e Inglês da Unisc

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